Coluna Diamante

Extensão do Jornal Delfos-CE: http://jornaldelfos.blogspot.com.br/
O nome Diamante é por conta do primeiro livro impresso no mundo, o Diamante-Sutra, sem o qual não existiria a impressão como a conhecemos hoje em dia.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

SUSPEITOS DE ATAQUE TERRORISTA EM PARIS SÃO IODENTIFICADOS

"Suspeitos de ataque terrorista em Paris são identificados"

Chérif Kouachi Foto: Reprodução / Facebook
Hayd Kouachi Foto: Reprodução / Facebook

"Três suspeitos pelo ataque terrorista ao jornal francês "Charlie Hebdo" foram identificados, na tarde desta quarta-feira. Eles são os irmãos Chérif e Hayd Kouachi, de 34 e 32 anos anos, além de Hamyd Mourad, de 18 anos, que seria sem-teto. De acordo com a agência AFP, Mourad se entregou à polícia de Charleville-Mézières ainda na noite desta quarta.

Os irmãos Kouachi continuam foragidos. Eles são da região de Gennevilliers, no noroeste de Paris. As fotos dos dois, que são filhos de imigrantes argelinos e nasceram na capital francesa, foram vazadas em redes sociais e, posteriormente, divulgadas pela polícia com o alerta de que são perigosos e podem estar armados.

Uma megaoperação foi montada em Reims, no noroeste da França, a 140km de Paris, onde a polícia tinha informações de que os irmãos Kouachi estariam escondidos. O prédio foi cercado por mais de 20 agentes da polícia francesa.


Prédio onde terroristas estariam escondidos é cercado por agentes da polícia francesa Foto: Reprodução / Twitter


Polícia francesa vasculha imóvel em Reims, que seria de suspeitos de atentado Foto: FRANCOIS NASCIMBENI / AFP


Policiais montam guarda nas imediações de área cercada em Reims, a 140km de Paris Foto: FRANCOIS NASCIMBENI / AFP

À Reuters, uma fonte da polícia francesa afirmou que um dos irmãos, Chérif, tinha sido previamente julgado por acusações de terrorismo. Segundo a agência AP, ele foi condenado a 3 anos de prisão por cooptar jovens franceses para atuar como combatentes jihadistas no Iraque. Mas ele só ficou detido por 1 ano e meio e depois respondeu ao resto da pena em liberdade.

O trio seria militante do movimento fundamentalista islâmico.


Hayd Kouachi Foto: Reprodução / Facebook


Chérif Kouachi Foto: Reprodução / Facebook

No Facebook, uma comunidade que pede a prisão dos três suspeitos divulgou informações sobre eles.

Foto: Reprodução / Facebook

Mortos

Os suspeitos invadiram a redação do jornal e mataram 12 pessoas, incluindo dois policiais. O editor Stephane Charbonnier, conhecido como Charb, foi um dos doze mortos por homens encapuzados que invadiram a sede da publicação, em Paris, capital da França.

De acordo com o "Le Monde", entre as 12 vítimas do atentado, estão o policial Franck Brinsolaro. Ele foi morto dentro da redação. Já o agente Ahmed Merabet morreu na rua, durante a fuga dos suspeitos.

Além deles, Frédéric Boisseau, de 42 anos, funcionário da Sodexo que trabalhava no prédio do jornal, e Michel Renaud, que visitava a redação, também foram mortos.

O médico Gerald Kierzek, que atendeu alguns dos feridos, afirmou à rede de TV CNN que os atiradores separaram os homens das mulheres e perguntaram especificamente por algumas pessoas pelos nomes, antes de matá-las.

A cartunista Corinne Rey, que foi rendida na entrada do prédio com a filha, diz ter sido forçada a deixar os atiradores entrarem na redação. Segundo ela, os terroristas falavam francês fluentemente. Em entrevista ao jornal "l'Humanite", ela contou que conseguiu se esconder embaixo de uma mesa durante a ação, que durou cerca de 5 minutos.

O jornal "Charlie Hebdo" é conhecido por fazer duras críticas a religiões, incluindo o Islã. Em 2011, após a publicação de uma charge contra um líder muçulmano, a publicação foi alvo de um atentado a bomba. Na ocasião, ninguém ficou ferido.

Os homens armados fugiram em direção aos subúrbios ao leste de Paris após roubarem um carro, de acordo com a polícia.

Vigília e protestos


Cartazes com os dizeres 'Eu sou Charlie' se espalharam da França para o mundo em protestos contra atentado Foto: YOUSSEF BOUDLAL / REUTERS


Milhares de pessoas se reuniram em Lyon, na França, em vigília de solidariedade aos mortos no atentado a jornal em Paris Foto: Laurent Cipriani / AP

Mais de 100 mil pessoas foram às ruas da França em uma vigília em homenagem às vítimas do jornal "Charlie Hebdo". O presidente François Hollande chamou as vítimas de 'heróis' e prometeu uma 'resposta à altura'. Os protestos contra o atentado terrorista se espalharam pelo mundo, com cartazes com os dizeres "Eu sou Charlie". No Brasil, onde também houve manifestações de solidariedade às vítimas, a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil repudiou o ataque em Paris.


Solidariedade às vítimas também mobilizou manifestantes no Rio de Janeiro Foto: Leo Correa / AP


Em Londres, na Trafalgar Square, pessoas ergueram canetas em alusão aos cartunistas mortos em atentado Foto: SUZANNE PLUNKETT / REUTERS


Na Union Square, em Nova York, cartazes mostravam fotos das vítimas Foto: John Minchillo / AP"

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