Coluna Diamante

Extensão do Jornal Delfos-CE: http://jornaldelfos.blogspot.com.br/
O nome Diamante é por conta do primeiro livro impresso no mundo, o Diamante-Sutra, sem o qual não existiria a impressão como a conhecemos hoje em dia.

domingo, 8 de março de 2015

MUÇULMANOS DESTROEM OUTRO SÍTIO ARQUEOLÓGICO

MUÇULMANOS DESTROEM OUTRO SÍTIO ARQUEOLÓGICO


Estado Islâmico destrói outro sítio arqueológico no Iraque

A cidade de Hatra, construída há 2 mil anos, foi capital do primeiro reino Árabe, e é considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco

POR O GLOBO, COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
07/03/2015 11:17 / ATUALIZADO 07/03/2015 14:02


Ruínas de Hatra estariam sendo demolidas pelo Exército Islâmico - WikipediaPUBLICIDADE

BAGDÁ — Militantes do Estado Islâmico começaram a demolir o sítio arqueológico de Hatra, considerado patrimônio mundial pela Unesco, informaram funcionários do Ministério de Turismo e Arqueologia de Mosul. Segundo os relatos, moradores que vivem na região escutaram duas grandes explosões na manhã deste sábado e depois avistaram escavadoras destruindo o sítio.

Construída há 2 mil anos, a Hatra fica localizada a 110 quilômetros de Mosul. A cidade fortificada foi a capital do primeiro reino árabe e, desde 1985, é considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. É o segundo sítio arqueológico importante a ser destruído pelo Estado Islâmico. Na quinta-feira, a antiga capital assíria, Nimrod, foi destruída pelo grupo extremista.

Em entrevista à Associated Press, Saeed Mamuzini, oficial curdo de Mosul, afirmou que os militantes começaram a pilhar artefatos de Hatra na quinta-feira, e que a demolição começou neste sábado. O Estado Islâmico está destruindo antigas cidades com a justificativa de despojar do território que ocupa símbolos que promovam a idolatria.

No fim de fevereiro, um vídeo divulgado na internet mostra militantes do Estado Islâmico usando marretas para destruir estátuas e outros artefatos históricos, algumas datadas do século VII a.C., dentro do Museu Ninevah, em Mosul.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, considerou essas ações como “crimes de guerra”. Em comunicado, a diretora da Unesco, Irina Bokova, condenou a destruição de Nimrod.

“Apelamos ao conjunto da comunidade internacional por uma união de esforços para interromper a catástrofe. A limpeza cultural da qual o Iraque é alvo não para diante de nada nem de ninguém: tem como objetivo a vida humana e as minorias, além de ser acompanhada pela destruição sistemática de um patrimônio milenar da Humanidade”,afirmou Irina na sexta-feira.