sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

NOTÍCIA FAKE: FOTOS NA NET NÃO SÃO DA PRESIDENTE DA CROÁCIA

http://colunadiamante.blogspot.com.br/2015/12/noticia-fake-fotos-na-net-nao-sao-da.html
NOTÍCIA FAKE: FOTOS NA NET NÃO SÃO DA PRESIDENTE DA CROÁCIA

As fotos são da atriz Nicole Natalie Marrow, também conhecida como Coco Austin e não a presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic,  Revelado pelo E-farsas.com.

Ateu Poeta
25/12/2015

Fonte: 

http://www.e-farsas.com/as-fotos-da-presidente-da-croacia-de-biquini-sao-reais.html

https://en.wikipedia.org/wiki/Coco_Austin

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

CHICO BUARQUE SERÁ CIDADÃO HONORÁRIO DE MINAS GERAIS

CHICO BUARQUE SERÁ CIDADÃO HONORÁRIO DE MINAS GERAIS

Saiu no site do deputado estadual Rogério Correia (PT-MG):


O deputado estadual Rogério Correia apresentou nesta quarta-feira (23) um requerimento na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para conceder ao músico, dramaturgo e escritor Francisco Buarque de Hollanda, mais conhecido como Chico Buarque, o título de cidadão honorário de Minas Gerais.

Na noite da última segunda-feira (21), o ícone da cultura popular brasileira foi cercado no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde reside, por um grupo de jovens que se declararam ‘antipetistas’. Chico, que tem posições políticas assumidamente de esquerda, defendeu o Partido dos Trabalhadores (PT).

Ele saía de um jantar no restaurante Sushi Leblon, localizado na Rua Dias Ferreira, acompanhado do cineasta Cacá Diegues e do escritor e jornalista Eric Napomuceno.

Entre os agressores que o abordaram estava o filho de Alvaro Garnero, empresário paulista. Herdeiro de uma família tradicional, Alvaro se filiou ao PRB e cogitou ser candidato a deputado federal.

No vídeo, de cerca de 2 minutos, um dos jovens grita: “Petista, vá morar em Paris. O PT é bandido”. Em resposta, Chico diz, em tom de voz controlado: “Eu acho que o PSDB é bandido, e aí?”. Apesar da agressividade dos jovens, Chico permaneceu calmo e ironizou a posição política do grupo, dizendo que “com base na revista Veja, não dá para se informar”.

Na noite desta terça (22), o presidente Lula, em sua página no Facebook, se solidarizou com o compositor. “Chico Buarque é um patrimônio da cultura e do povo brasileiro; nosso maior artista, o mais fino intérprete da alma de nossa gente. É admirado, por tudo o que fez e faz na música e na literatura, e respeitado, como cidadão consciente que jamais se omitiu nas lutas pela democracia e justiça social. Um brasileiro com essa trajetória, e que tem no sangue a herança do professor Sérgio Buarque e de dona Maria Amélia, não merece ser ofendido, muito menos por sua coerência. É muito triste ver a que ponto o ódio de classe rebaixa o comportamento de alguns que se consideram superiores, mas não passam de analfabetos políticos. Apesar de vocês, amanhã há de ser outro dia. Receba, querido Chico, nossa solidariedade, sempre.”

Nesta quarta (23), a presidenta Dilma Rousseff também se manifestou contra o ódio e a intolerância sofrida por Chico. “O Brasil tem uma tradição de conviver de forma pacífica com as diferenças. Não podemos aceitar o ódio e a intolerância. É preciso respeitar as divergências de opinião. A disputa política é saudável, mas deve ser feita de forma respeitosa, não furiosa. Reafirmo meu repúdio a qualquer tipo de intolerância, inclusive à patrulha ideológica. A Chico e seus amigos, o meu carinho.”

Também nesta quarta, Chico Buarque se manifestou ironicamente compartilhando a música “Vai trabalhar, vagabundo“, de 1976, clássico de sua obra.

MAIS UMA NOTÍCIA FALSA: "GAROTA DE PROGRAMA FOGE AO DESCOBRIR QUE CLIENTE ERA O MARIDO"

http://colunadiamante.blogspot.com.br/2015/12/mais-uma-noticia-falsa-garota-de.html

MAIS UMA NOTÍCIA FALSA: "GAROTA DE PROGRAMA FOGE AO DESCOBRIR QUE CLIENTE ERA O MARIDO"

Esta notícia circula desde 2011 pela net, mas é de um site de piadas chamado G17, brincadeira com o G1 e o R7.

Ateu Poeta
23/12/2015

Fonte: http://www.g17.com.br/noticia.php?id=137


sábado, 19 de dezembro de 2015

NOVO MINISTRO DA FAZENDA PROMETE AJUSTE E AUSTERIDADE

Novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa promete ajuste e defende austeridade

Em seu primeiro pronunciamento na pasta da Fazenda, novo ministro procura desfazer imagem negativa de flexibilidade. Mas as pedaladas fiscais ameaçam seu cargo.

Valdir Moysés Simão e Nelson Barbosa concederam a primeira entrevista como ministros de Planejamento e da Fazenda, respectivamente (foto: Wilson Dias/Agencia Brasil)


Desde que assumiu o Planejamento, no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, o ministro Nelson Barbosa sempre sonhou com a chave do cofre. Um ano depois, realizou seu maior desejo ao ser anunciado, nessa sexta-feira, como o novo ministro da Fazenda, substituindo Joaquim Levy, que saiu pela porta dos fundos. No seu lugar, no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, assumiu Valdir Moysés Simão, ex-ministro da Controladoria Geral da União (CGU). Sempre pairou sobre Barbosa a desconfiança do mercado porque, em todos os embates com Levy, ficou claro que o ajuste fiscal não era sua prioridade. Tanto é assim que o governo tomou o cuidado de confirmar o nome do novo ministro da Fazenda apenas depois do fechamento dos pregões. Uma precaução justificada. Barbosa é visto como o responsável pelo rebaixamento da nota do Brasil pelas duas agências de classificação de risco, a Standard & Poor’s e a Fitch Ratings, com a perda do grau de investimento.

A mudança da Fitch, na semana passada, veio depois de Barbosa defender um superavit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) com flexibilidade — o termo causa repugnância entre investidores, sobretudo quando se lembram de que o governo começou 2015 com uma meta de superavit de 2% que acabou progressivamente transformada em um deficit de 1,19% do PIB. A chamada banda, no entanto, não foi aprovada pelo Congresso Nacional.

Nessa sexta-feira, em sua primeira aparição pública como ministro da Fazenda, às 19h20, Barbosa procurou desfazer a péssima impressão que o mercado tem dele. Destacou a importância das medidas de ajuste, sem esquecer, porém, de tentar apresentar um horizonte positivo, algo que, segundo o ex-presidente Lula e parlamentares do PT e do PMDB, faltava a Levy, por isso, sua escolha agradou a eles. “Estamos em fase de transição na economia brasileira para o novo ciclo de crescimento. Essa fase passa pelo equilíbrio fiscal. Somente com estabilidade fiscal vamos ter crescimento sustentado”, afirmou. Ele minimizou os efeitos do rebaixamento pelas agências. “Grau de investimento é resultado. Creio que com o controle da inflação e a retomada do crescimento, o grau de investimento virá como consequência”. Ele também ressaltou a autonomia do Banco Central na condução da política monetária “para trazer a inflação para o centro da meta”.

O novo ministro citou a “cooperação” entre ele e Levy ao longo deste ano, com a apresentação de várias medidas de ajuste fiscal que “estão em curso”, mas não se preocupou em elogiar o trabalho do antecessor. Levy embarcaria ontem para São Paulo e neste fim de semana deverá se encontrar com a família nos EUA. Não participará, portanto, da posse oficial de Barbosa, na segunda-feira, a menos que haja alguma mudança de planos. O que não surpreende. Os dois nunca se entenderam, mas Barbosa sempre desconversou sobre as diferenças com Levy, forte defensor de cortes nas despesas.

À frente da nova pasta, Barbosa disse que o governo já adotou várias medidas. “Adotamos reformas estruturais, no seguro-desemprego, na pensão por morte, além de medidas de gestão para otimizar e melhorar o gasto público. O foco continua sendo a estabilidade fiscal”, garantiu. 

O Planalto também se esforçou em deixar claro que não haverá afrouxamento com as medidas de equilíbrio fiscal. O ministro-chefe da Casa Civil, Jacques Wagner, afirmou, por meio de sua assessoria, que a mudança de ministro da Fazenda não significa o fim do ajuste. “Pelo contrário, o governo vai insistir em concluir a votação das medidas que estão no congresso”, afirmou ele.

PEDALADAS fiscais Barbosa, entretanto, está na lista dos integrantes do governo que podem ser punidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no caso das chamadas “pedaladas fiscais”. O tribunal considerou ilegais atrasos dos repasses da União para pagar benefícios sociais e subsídios pagos por bancos públicos em 2013 e 2014. Pelos menos 17 servidores, inclusive Barbosa e o ex-ministro Guido Mantega, podem responder por atos de improbidade e crime contra as finanças. 

A ação pode resultar em perda do cargo e inabilitação por oito anos para exercício de função pública, em caso de condenação. Em 2012, o Ministério da Fazenda publicou duas portarias na tentativa de institucionalizar o atraso no repasse de recursos para os bancos públicos. Os normativos diziam que o governo poderia adiar em dois anos, pelo menos, o pagamento de dívidas com o BNDES. Eles foram assinados por Mantega e Barbosa (na época número 2 da Fazenda, que estava como ministro interino). No início de dezembro, o TCU negou recurso do governo que tentava reverter a decisão que fundamentou parecer pela rejeição das contas de 2014 de Dilma. O TCU só tomará uma decisão final, entretanto, em 2016.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2015/12/19/interna_politica,718852/novo-ministro-da-fazenda-nelson-barbosa-promete-ajuste-e-defende-aust.shtml

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

DILMA DIVIDIDA ENTRE CIRO E REQUIÃO PARA O MINISTÉRIO DA FAZENDA

DILMA DIVIDIDA ENTRE CIRO E REQUIÃO PARA O MINISTÉRIO DA FAZENDA

Nos bastidores da política, fala-se que Ciro tem certa vantagem competitiva em relação aos demais nomes. O ex-ministro é pré-candidato à Presidência da República pelo PDT e, se arrumar a economia, tornar-se-ia o ungido de Dilma.A presidente Dilma Rousseff (PT) analisa dois possíveis nomes para substituir o ministro Joaquim Levy, que deixará em breve a Fazenda. Um deles é o do ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE). Outro, também ex-governador, é o senador Roberto Requião (PMDB-PR).

Outros nomes ligados aos “desenvolvimentistas” são cogitados para o cargo, como os economistas Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e Luiz Gonzaga Beluzzo.

Requião se encaixa no grupo dos desenvolvimentistas e é um dos mais ácidos críticos da política econômica de Levy que, segundo ele, “arrocha os salários para beneficiar o capital vadio”.

Nos bastidores da política, fala-se que Ciro tem certa vantagem competitiva em relação aos demais nomes. O ex-ministro é pré-candidato à Presidência da República pelo PDT e, se arrumar a economia, tornar-se-ia o ungido de Dilma.

O diabo é que o PT tem outros planos. Pensa em trazer de volta Lula em 2018, mas aí é só mais um capítulo dessa novela que ainda vai longe.

BETO RICHA DEMORA PARA PRORROGAR CONTRATO DE 30 MIL PROFESSORES, MAS QUER RAPIDEZ NA PRORROGAÇÃO DO PEDÁGIO

BETO RICHA DEMORA PARA PRORROGAR CONTRATO DE 30 MIL PROFESSORES, MAS QUER RAPIDEZ NA PRORROGAÇÃO DO PEDÁGIO

Richa enseba para prorrogar contrato de 30 mil professores PSS, mas quer rapidez na prorrogação do pedágio

Único contrato que interessa Beto Richa prorrogar “rapidinho” é o do pedágio mais caro do mundo; conhecido como Rei do Pedágio, tucano, inclusive, viajou diversas vezes a Brasília para dilatar até o ano de 2.050 a existência do achaque nas estradas paranaenses; governo do PSDB, conforme acordado há um mês, também apresentaria propostas de “melhorias no contrato atual”; dentre as reivindicações que a categoria levou à mesa de negociação na Secretaria de Estado da Educação (SEED) estão: 1- o professor PSS não pode ficar mais de cinco dias com atestado; 2- renovação dos contratos já; e 3- professor PSS só vai repor aulas em fevereiro com contrato prorrogado.
O governador Beto Richa (PSDB) consolida-se como o dirigente mais anti-povo que o Paraná já conheceu. Nas vésperas do Natal, o tucano está ensebando para prorrogar contratos com 30 mil professores em regime PSS.
Por conta do esdrúxulo calendário de reposição da Secretaria de Estado da Educação (SEED), as aulas de 2015 não terminarão este ano. Avançarão no mês de fevereiro de 2016, em boa parte das escolas.
Se as aulas adentrarão o Ano Novo o bom senso mandaria o governante prorrogar o contrato dos PSSs, mas não, Richa não está nem aí com a educação. Se faltar professores nas salas de aula, para o tucano, pouco importa e que se dane.
Quanto à ansiedade de 30 mil famílias, pela lógica do desalmado governador do PSDB, cada um com seus problemas.
O único contrato que interessa Beto Richa prorrogar “rapidinho” é o do pedágio mais caro do mundo. Ele, inclusive, viajou diversas vezes a Brasília para dilatar até o ano de 2.050 a existência do achaque nas estradas paranaenses.
Dois pesos, duas medidas. A educação de milhões não tem pressa para o governador. O pedágio, que beneficia meia dúzia de concessionárias, tem pressa. Portanto, um descompromisso do tucano para com o futuro do estado. Uma verdadeira irresponsabilidade.
No mês passado, a SEED, em nome de Beto Richa, prometeu dar uma resposta sobre a prorrogação ou não dos contratos dos PSSs até o último dia 15 de dezembro. Como se era de esperar, deu calote em nome do chefe. Nenhuma satisfação até agora. Um total desrespeito para com o magistério paranaense.
O governo Beto Richa, conforme acordado há um mês, também apresentaria propostas de “melhorias no contrato atual”. Dentre as reivindicações que a categoria levou à mesa de negociação estão: 1- o professor PSS não pode ficar mais de cinco dias com atestado; 2- renovação dos contratos já; e 3- professor PSS só vai repor aulas em fevereiro com contrato prorrogado.
Professores denunciam que os núcleos regionais estão fazendo pressão – terrorismo, na verdade – dizendo que aqueles que não reporem aulas, mesmo sem contrato, terão os CPFs bloqueados e, consequentemente, não conseguirão pegar aulas nas distribuições.
Ou seja, Beto Richa autoriza que seus capitães do mato façam chantagem aos educadores. O governo pretende um trabalho análogo à escravidão. Um horror em pleno século XXI. Um desatino para um estado que se vangloria 4ª potência econômica do país.

Fonte:

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

PMDB DO PARANÁ É O PRIMEIRO DO PAÍS A APROVAR O ''FORA CUNHA''


PMDB DO PARANÁ É O PRIMEIRO DO PAÍS A APROVAR O ''FORA CUNHA''


Senador Roberto Requião (PMDB-PR) disse na abertura do encontro da juventude, em Curitiba, que “acima de golpes e de expectativa de poder de três ou quatro picaretas, que se assoma na direção do partido, está o interesse do Brasil, do trabalho, do desenvolvimento, e não do capitão vadio”; evento aprovou o “Fora Cunha”; abaixo, assista ao vídeo.O senador Roberto Requião informou ao Blog do Esmael, neste domingo 13, que o encontro estadual da juventude realizado, ontem em Curitiba, aprovou a palavra de ordem “Fora Cunha” no PMDB do Paraná.

Requião disse na abertura do encontro que “acima de golpes e de expectativa de poder de três ou quatro picaretas, que se assoma na direção do partido, está o interesse do Brasil, do trabalho, do desenvolvimento, e não do capitão vadio”.

Assista ao vídeo:

“A juventude aprovou Fora Cunha, em defesa da democracia e reivindicou mais espaços nas instâncias partidárias”, disse Requião, que é presidente estadual do PMDB, que é a primeira seção do país a pedir a saída de Cunha da presidência da Câmara.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), além de liderar o golpe contra a presidente Dilma Rousseff (PT), também é acusado de possuir contas secretas na Suíça abastecidas com propina da Petrobras. O Conselho de Ética da Câmara tenta abrir processo de investigação contra ele, sem sucesso, graças a frequentes e diabólicas manipulações.

A Juventude do PMDB (JPMDB) reuniu 400 delegados no encontro deste sábado. O segmento partidário é comandado pelo deputado estadual Requião Filho, que é filho do senador.

Fonte:

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

ARTISTAS DIVULGAM CARTA CONTRA O IMPEACHMENT

ARTISTAS DIVULGAM CARTA CONTRA O IMPEACHMENT


Artistas, cineastas, intelectuais e professores publicam “Carta ao Brasil” em repúdio ao impeachment de Dilma Rousseff. Leia a íntegra abaixo
Personalidades divulgam Carta contra o impeachment de Dilma Rousseff (Pragmatismo Político)

Um grupo de artistas e intelectuais assinou manifesto contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O texto, divulgado nessa terça-feira (8) na página do escritor Fernando Morais no Facebook, tem o apoio de 84 personalidades. Entre eles, o cantor e compositor Chico Buarque, as atrizes Camila Pitanga, Bete Mendes, Betty Faria e Letícia Sabatella, e os atores Paulo Betti e José de Abreu.

No manifesto, intitulado Carta ao Brasil, eles defendem que os preceitos democráticos sejam respeitados e alertam para o risco de retrocesso político em caso de destituição da presidente.

“Independente de opiniões políticas, filiação ou preferências, a democracia representativa não admite retrocessos. A institucionalidade e a observância do preceito de que o Presidente da República somente poderá ser destituído do seu cargo mediante o cometimento de crime de responsabilidade é condição para a manutenção desse processo democrático”, afirma o grupo.

“Não admitiremos, nem aceitaremos passivamente qualquer prática que não respeite integralmente este preceito”, acrescenta o texto, que também tem o apoio de jornalistas, cineastas, escritores, advogados e professores universitários, entre outros.

Leia a íntegra do texto:

“Carta ao Brasil

Artistas, intelectuais, pessoas ligadas à cultura que vivemos direta e indiretamente sob um regime de ditadura militar; que sofremos censura, restrições e variadas formas de opressão; que dedicamos nossos esforços de forma obstinada, junto a outros setores da sociedade, para reestabelecer o Estado de Direito, não aceitaremos qualquer retrocesso nas conquistas históricas que obtivemos.

Independente de opiniões políticas, filiação ou preferências, a democracia representativa não admite retrocessos. A institucionalidade e a observância do preceito de que o Presidente da República somente poderá ser destituído do seu cargo mediante o cometimento de crime de responsabilidade é condição para a manutenção desse processo democrático.

Consideramos inadmissível que o país perca as conquistas resultantes da luta de muitos que aí estão, ou já se foram. E não admitiremos, nem aceitaremos passivamente qualquer prática que não respeite integralmente este preceito.

8 de dezembro de 2015
Afonso Borges, produtor cultural
Altamiro Borges, jornalista
André Klotzel, cineasta
André Iki Siqueira, escritor e documentarista
André Vainer, arquiteto
Anibal Massaini, produtor de cinema
Antônio Grassi, ator
Antônio Pitanga, ator
Antonio Prata, escritor
Arrigo Barnabé, compositor
Audálio Dantas, jornalista e escritor
Bete Mendes, atriz
Beto Rodrigues, cineasta
Betty Faria, atriz
Camila Pitanga, atriz
Carolina Benevides, produtora de cinema
César Callegari, sociólogo
Chico Buarque, compositor, cantor, escritor
Claudio Amaral Peixoto, diretor de arte e cenografia
Cláudio Kahns, cineasta
Clélia Bessa, produtora de cinema
Conceição Lemes, jornalista
Dacio Malta, jornalista
Daniela Thomas, cineasta
Dira Paes, atriz
Eduardo Lurnel, produtor cultural
Eliane Caffé, cineasta
Emir Sader, sociólogo
Eric Nepomuceno, escritor
Felipe Nepomuceno, documentarista
Fernando Morais, jornalista e escritor
Francisco (Ícaro Martins), cineasta
Gabriel Priolli,jornalista
Galeno Amorim, jornalista
Giba Assis Brasil, cineasta
Guiomar de Grammont, escritora e professora universitária
Hildegard Angel, jornalista
Ingra Liberato, atriz
Isa Grinspum Ferraz, cineasta
Ivo Herzog, diretor do Instituto Vladimir Herzog
Izaías Almada, escritor
João Paulo Soares, jornalista
José de Abreu, ator
Jose Joffily, cineasta
José Miguel Wisnik, músico
José Paulo Moutinho Filho, advogado
Jose Roberto Torero, escritor
Letícia Sabatella, atriz
Lincoln Secco, professor da USP
Lira Neto, escritor
Lírio Ferreira cineasta
Lucas Figueiredo, jornalista e escritor
Lucy Barreto, produtora de cinema
Luís Fernando Emediato, editor
Luiz Carlos Barreto, produtor de cinema
Marcelo Carvalho Ferraz, arquiteto
Marcelo Santiago, cineasta
Marcos Altberg, cineasta
Marema Valadão, poeta
Maria Rita Kehl, psicanalista
Marília Alvim, cineasta
Marina Maluf, historiadora
Marta Alencar Carvana, produtora
Martha Vianna, ceramista
Maurice Capovila, cineasta
Miguel Faria, cineasta
Murilo Salles, cineasta
Padre Ricardo Rezende, diretor da ONG Humanos Direitos
Paula Barreto, produtora de cinema
Paulo Betti, ator
Paulo Cesar Caju, jornalista
Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro de direitos humanos
Paulo Thiago, cineasta
Pedro Farkas, cineasta
Renato Tapajós, cineasta
Roberto Farias, cineasta
Roberto Gervitz, cineasta
Roberto Lima, dramaturgo e gestor cultural
Roberto Muylaert, jornalista
Romulo Marinho, produtor de cinema
Rosemberg Cariri, cineasta
Sebastião Velasco e Cruz, Cientista Político
Sergio Muniz, cineasta
Solange Farkas, curadora
Tata Amaral, cineasta”

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

ESTUDANTE DE DIREITO É ENCONTRADA MORTA EM INSTITUIÇÃO DE ENSINO NA ALDEOTA-FORTALEZA-CE

http://colunadiamante.blogspot.com.br/2015/12/estudante-de-direito-e-encontrada-morta.html

ESTUDANTE DE DIREITO É ENCONTRADA MORTA EM INSTITUIÇÃO DE ENSINO NA ALDEOTA-FORTALEZA-CE


Por: Redação O POVO Online

Estudante de Direito é encontrada morta em instituição de ensino na Aldeota

ENVIADA VIA WHATSAPP

Estudantes e curiosos se reuniram na entrada da instituição

Uma universitária do curso de Direito foi encontrada morta dentro de uma instituição de ensino no bairro Aldeota, no começo da noite desta quinta-feira, 3. 

O centro universitário publicou uma nota de pesar lamentando o falecimento da aluna e se colocou à disposição da família para prestar auxílio e apoio necessário.

"A área foi isolada para permitir a realização da perícia que já se encontra no local. Até a conclusão dos trabalhos da autoridade policial não é possível fornecer mais esclarecimentos sobre esse triste episódio", divulgou a instituição de ensino.

As aulas foram canceladas nesta quinta, em razão do caso. A Direção da unidade ainda divulgou que está em contato com os familiares da estudante. A perícia foi realizada no local.

Estudantes divulgaram imagens nas redes sociais da frente do centro universitário, com diversas viaturas da Polícia Militar e muitas pessoas na entrada do lugar.

A estudante apresentava marcas de tiros na região da cabeça. No entanto, a circunstância da morte ainda não foi esclarecida. 

Fonte:

BRASÍLIA SE TORNOU VERSÃO TROPICAL DE JOGOS VORAZES



(Charge de Paixão, na Gazeta do Povo)

Há consenso entre os juristas de cepa democrática que o pedido de impeachment aceito [no dia 2] pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), carece de elementos que o justifique. Ou seja, o processo iniciou-se como produto de uma chantagem e é esta a percepção da sociedade brasileira. Portanto, não há crime cometido pela presidente Dilma Rousseff (PT).

O aceite de Cunha foi comemorado pelos deputados de oposição, principalmente os do PSDB e DEM, que de forma oportunista condenam Dilma, mas ‘momentaneamente’ absolvem o presidente da Câmara.

O diabo é que Dilma está sendo caçada – vítima de tentativa de cassação agora — desde o fim da eleição de 2014, quando Aécio Neves (PSDB-MG) voltou atrás do reconhecimento da derrota que sofreu nas urnas. Aí não teve mais trégua na campanha de desconstrução da imagem da petista.

O bando que se reuniu pela destituição é o salvo-conduto que protegerá o mandato da presidente Dilma Rousseff. Portanto, ela tem uma oportunidade de ouro para dar um “cavalo de pau” no governo e na economia, bem como isolar os golpistas de plantão.

Dilma tem mais sorte que juízo porque a oposição que defende o impeachment é muito desmoralizada no sentido de desprovimento de moral ética. Quando a sociedade for convidada a comparar o que está em jogo, necessariamente, a presidente sairá fortalecida dessa inquisição que tem apoio de setores da velha mídia.

A burrada do pedido de impedimento possibilitará ao PT reagrupar a dispersada tropa. Também reposiciona politicamente a própria presidente: “Não possuo conta no exterior, nunca coagi instituições ou pessoas, nunca escondi dinheiro. Meu passado e presente atestam meu respeito à lei e à coisa pública”, disse ela ontem em pronunciamento.

Os aliados mais consequentes que estavam dispersos, igualmente, formam “linha” em defesa da Constituição e da democracia. Outros mais próximos, como o senador Roberto Requião (PMDB-PR), atuam na frente política desqualificando os oposicionistas chamando-os de “porras-loucas”.

PT, Dilma e Lula ganharam uma nova chance para “zerar” o placar e relançarem-se politicamente com vistas a 2018. Resta saber se terão maturidade e inteligência suficientes para atravessar esse Rubicão.

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Abertura de impeachment aumenta chance de Dilma ficar, diz 'Economist'


Image copyrightAg Brasil
Image captionPresidente Dilma e o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, em reunião de coordenação política um dia após o acolhimento do pedido de impeachment


O início do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados pode, ironicamente, aumentar as chances de sobrevivência política da presidente até 2018, avalia a revista britânica The Economist.

Com dois textos dedicados ao novo capítulo da crise política brasileira, a edição da revista que chega às bancas nesta sexta-feira criticou o acolhimento do pedido de impeachment pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).


"A ação de Cunha é falha e ameaça apenas afundar o Brasil ainda mais na lama", afirmou a publicação, em referência a reportagem de fevereiro em que citava o "lamaçal" econômico e político no país.

Embora faça críticas a Dilma - citada como "a presidente mais impopular e ineficaz da história moderna brasileira" - , a revista conclui que o "tempo trabalha a favor" da petista, já que o gesto de Cunha "parece um ato de vingança" diante do cerco que o deputado enfrenta na Operação Lava Jato.

O deputado está entre os cerca de 40 políticos com foro privilegiado investigados por suspeita de participação no escândalo de corrupção na Petrobras. O Ministério Público Federal descobriu contas não declaradas do peemedebista na Suíça, que teriam sido abastecidas com dinheiro desviado da estatal. Cunha nega corrupção e diz que não tinha controle sobre as contas, que seriam apenas usadas para planejamento sucessório e educação dos filhos.

"Cunha pode ser facilmente visto como agindo em interesse próprio do que um homem de Estado, colocando uma interrogação sobre toda a confusão. O PT tende a cerrar fileiras em apoio à presidente, e Dilma sem dúvida será mais firme do que nunca em não renunciar, como alguns na oposição esperavam", diz o texto intitulado "Dilma's Disasters" (Os Desastres de Dilma).
Cenários possíveis

Na avaliação da Economist, a oposição não tem hoje os 342 votos (entre 512) necessários na Câmara para derrubar Dilma, mas o quadro pode mudar se surgirem provas contra a presidente na investigação da Petrobras.

A publicação responsabiliza a presidente pelo "desastre econômico" no país, que associa a "políticas fiscais e monetárias irresponsáveis e ao incessante intervencionismo microeconômico" do primeiro mandato (2010-2014), mas diz que ela "merecia mais alguns meses para tentar retomar as rédeas" da economia.

Image copyrightAg Brasil
Image captionO deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na sessão em que leu o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff

"Se ela falhasse, aí haveria um motivo forte para convencê-la a renunciar pelo bem do país", afirma a revista. "Ao atacar cedo demais e com os motivos mais inconvincentes, Cunha talvez tenha dado sobrevida maior a uma presidente fraca e destrutiva."

Sobre os motivos citados por Cunha para acolher o pedido - sobretudo a abertura por Dilma, em 2015, de créditos suplementares em desacordo com a Lei Orçamentária -, a revista diz que a presidente "não seria a primeira a adulterar contas públicas", mas lembra que a gestão da petista foi a primeira a ter contas rejeitadas por órgão de controle (Tribunal de Contas da União).

"É tudo o que o Brasil precisava. Com um enorme escândalo de corrupção a todo vapor, economia em queda livre, finanças públicas em frangalhos - e uma classe política que age em causa própria e sem intenção de enfrentar nenhum desses problemas - o país agora foi servido com uma crise constitucional", diz a publicação.
2015 e 1992

Ao comparar a situação de Dilma com a do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que sofreu um processo de impeachment em 1992, a revista aponta três semelhanças: a falta de habilidade para lidar com um quadro político fragmentado, a baixa popularidade e a economia em baixa.

Por outro lado, diz a Economist, a presidente não é acusada de enriquecimento ilícito e mantém o apoio de seu partido. "E talvez o mais importante: há pouca evidência de que a oposição queira assumir a bagunça das mãos de Dilma. Preferiria vê-la sofrer e obter uma vitória fácil na próxima eleição em 2018."
"Infelizmente, o furor irá deslocar a atenção já dispersa dos políticos brasileiros das soluções para os muitos problemas do país, a começar pelo déficit crescente no Orçamento. A História poderá julgar esse como o maior pecado de Cunha."
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'Brasília se tornou versão tropical de Jogos Vorazes', diz 'FT'

Image copyrightReutersImage captionArtigo assinado por editor de América Latina de jornal britânico citou 'razões políticas' para abertura de processo de impeachment

Em meio aos novos desdobramentos da crise política no Brasil, o jornal britânico Financial Times definiu a capital federal, Brasília, como uma "versão tropical dos Jogos Vorazes", em alusão à série de filmes homônima em que os person agem lutam por sobrevivência.

Segundo o jornalista e editor de América Latina do diário, Jean Paul Rathbone, que assina o artigo, publicado na versão eletrônica do diário, os políticos brasileiros "estão agora mais preocupados em salvar as suas próprias peles do que lidar com uma preocupação mais premente: a economia", escreveu ele.

Na terça-feira, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, a soma dos bens e serviços produzidos pelo país, recuou 1,7% no terceiro trimestre de 2015, o pior para o período desde o início da série histórica, em 1996. Como o resultado, a economia brasileira permanece em recessão (quando há dois trimestres consecutivos de queda).

Rathbone citou "razões políticas" para a abertura do processo de impeachment contra Dilma, diante da escalada de tensão entre o governo e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

"A razão imediata para o possível impeachment é a acusação de que seu governo maquiou as contas públicas (as chamadas "pedaladas fiscais") – um assunto técnico. Mas a razão para que o processo do impeachment tenha sido lançado agora é puramente política", escreve Rathbone.

"Hábil operador dos bastidores, Cunha esperava que o governo do PT apoiasse sua causa e o protegeria. Quando esse apoio não veio, ele iniciou o processo de impeachment. A oposição, farejando sangue, aderiu ao pleito", acrescenta.

'Ainda pode piorar'

Em meio à crise política e econômica, o jornalista destacou também que a situação do Brasil "ainda pode piorar".

"A economia está sofrendo sua pior recessão desde 1930. O Congresso está fortemente afetado pela chamada operação Lava Jato que investiga o escândalo de corrupção na Petrobras ─ e um senador (Delcídio Amaral) foi preso na semana passada. E agora foram abertos os procedimentos para dar início ao impeachment da presidente, Dilma Rousseff. Pode ficar pior? A resposta curta é: sim".

Segundo Rathbone, contudo, o "fim de Dilma" não é "iminente".

"O processo de impeachment é longo, sinuoso e altamente legalista; é pouco provável que ele comece devidamente antes de fevereiro. Enquanto isso, Cunha pode perder seu cargo – nesse caso o processo pode ser interrompido. Além disso, mais políticos podem cair devido a acusações de corrupção. Isso pode mudar o equilíbrio de votos e o poder no Congresso de maneiras incontáveis".

O jornalista britânico também diz acreditar que a operação Lava Jato, que investiga o esquema de desvio de verbas na Petrobras, deve gerar benefícios a longo prazo para o Brasil.

"O destemor com que figuras anteriormente intocáveis foram sabatinadas ou mesmo derrubadas por juízes independentes é notável. Certamente, trata-se de um esboço que contrasta com a forma como a corrupção é enfrentada em outros países do Bric".

"A longo prazo, isso vai melhorar a governança no Brasil ─ uma coisa boa. No curto prazo, porém, os custos são imensos".

Fontes: 


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

POLÍCIA INTIMIDA ESTUDANTES EM ESCOLAS OCUPADAS EM SÃO PAULO-SP




POLÍCIA INTIMIDA ESTUDANTES EM ESCOLAS OCUPADAS EM SÃO PAULO-SP

Atividades policiais suspeitas intimidam estudantes em escola ocupada em Perus
Por Cida de Oliveira, da RBA 


Sem ordem judicial, Polícia Científica tenta entrar em ocupação na zona oeste e faz imagens para registrar supostos danos ao patrimônio

Policiais tentam entrar em escola ocupada, sem ordem judicial, com pretexto de periciar danos eventuais

São Paulo – Uma viatura da Polícia Científica esteve na manhã de hoje (1º) na Escola Estadual Gavião Peixoto, em Perus, zona oeste da capital. De acordo com um dos dois oficiais, um deles com uma máquina fotográfica, que fez algumas imagens, estavam ali por ordem do delegado de polícia da região.

A ordem, sem mandado algum assinado por juiz, era averiguar danos ao patrimônio público, conforme denúncia recebida. Eles insistiram para entrar na escola ocupada e pediram nomes e documentos de estudantes. Os alunos, porém, não abriram o portão da escola. Depois de alguma insistência, e sem serem atendidos, os policiais foram embora.

Silvana Marques, moradora de Perus e professora da rede municipal que diariamente vai ao portão da ocupação em apoio aos estudantes, questionou a presença dos agentes. "Eles disseram que não estavam ali para fazerem reintegração e nem fazer prisões, apenas conferir danos ao patrimônio", disse a professora, que questionou ainda as razões de não vir a Polícia Científica acompanhada da Polícia Militar.

Os estudantes e outros professores, do lado de fora da ocupação, chegaram a sugerir que os danos ao patrimônio da escola podem ser a quadra, desativada há anos, sem condições de uso, ou os banheiros, que foram lavados recentemente, desde que a escola foi ocupada.

No último final de semana, três alunos da ocupação foram levados por policiais para o batalhão da Polícia Militar, em Perus, onde foram agredidos. Na ocupação, o medo é grande. Integrantes do conselho tutelar estiveram ontem na escola ocupada.
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Invasões e abusos da PM aumentam a tensão em escolas ocupadas

por Redação da RBA

Alunos e entidades denunciam que grupos arregimentados por representantes da secretaria de Educação, com apoio policial, invadem escolas ocupadas, à revelia da Justiça 

KATIA PASSOS/HENRIQUE CARTAXO/JL

Policiais militares invadiram hoje (1º) ilegalmente a Escola Estadual Maria José, na Bela Vista

São Paulo – A manhã de hoje (1º) começou com o acirramento das tensões entre estudantes que ocupam as escolas em protesto contra a reorganização pretendida pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB) e grupos arregimentados pelo governo estadual compostos por diretores, pais e também alunos contrários à mobilização, apoiados pela PM, que tentam invadir as unidades ocupadas.

Na escola Maria José, na Bela Vista, zona central de São Paulo, após a visita do chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação, Fernando Padula, um grupo forçou a entrada na escola, arrombando os portões. A PM foi chamada e colaborou com a invasão ilegal, atacando os estudantes da ocupação com spray de pimenta. Relatos que chegam à RBA dão conta inclusive da participação de policiais no arrombamento de um dos portões.

Situação similar ocorre na escola Octávio Mendes , em Santana, zona norte da capital, de acordo com o coletivo Jornalistas Livres. Os estudantes ocupados afirmam que desde o início da manhã "grupos de direita" fazem pressão para adentrar às dependências da escola. A PM também permanece no local.

Estudantes também realizaram protesto na ponte João Dias, na zona sul de São Paulo, e foram reprimidos pela PM. Um professor, um estudante e um jornalista foram detidos e levados ao 92º DP, no Parque Santo Antônio.



Em outra situação denunciada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), a escola República do Suriname, na zona leste, foi desocupada ilegalmente na manhã de hoje pela diretora da unidade, acompanhada de supervisores e grande escolta policial.



Também segundo o sindicato, outra situação de abuso ocorreu durante a noite de ontem (30), em Osasco. A escola Coronel Sampaio foi invadida, saqueada e incendiada, e a PM, que estava nas imediações por causa da ocupação, nada fez para impedir e ainda lançou bombas de gás lacrimogêneo contra os estudantes, deixando dois feridos, um deles também intoxicado pela fumaça.
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Apeoesp denuncia que policial militar atirou contra escola ocupada na madrugada de hoje

Militantes contra reorganização afirmam que “provocadores” têm chegado às escolas para criar confusão e justificar entrada da PM. Alunos da zona norte foram agredidos com bombas de gás
por Sarah Fernandes, da RBA publicado 01/12/2015 14:25

Hoje, um grupo de pelo menos 70 estudantes da zona norte da capital fechou a Marginal Tietê na altura da Ponte do Piqueri

São Paulo – O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) denunciou que um policial militar disparou tiros contra a escola estadual Joaquim Adolfo, localizada em Interlagos, na zona sul da capital, durante a ocupação do prédio, que ocorreu na madrugada de hoje (1º), em resposta ao projeto de “reorganização” da educação paulista, que prevê fechar pelo menos 93 instituições de ensino e transferir compulsoriamente 311 mil alunos. Membros do Conselho Tutelar e representantes da Defensoria Pública foram avisados.

“Era de madrugada e os estudantes estavam ocupando a escola. Nós acompanhávamos dando apoio. A polícia chegou da maneira mais agressiva possível e um dos oficiais deu um disparo contra a ocupação”, diz o diretor da Apeoesp Pedro Paulo Vieira de Carvalho. Apesar do ataque, a ocupação continua. “Isso é culpa do governo de Geraldo Alckmin, que na reunião de domingo (com diretores de ensino) incitou a violência.”

Na manhã de domingo, pelo menos 40 dirigentes de ensino do estado se reuniram com o chefe de gabinete do secretário de Educação, Herman Voorwald, Fernando Padula Novaes, e receberam instruções de como quebrar a resistência de alunos, professores e funcionários. Novaes repetiu inúmeras vezes que se trata de "uma guerra", que merece como resposta "ações de guerra" e que "vai brigar até o fim”. O áudio foi publicado pelo coletivo Jornalistas Livres.

Hoje, um grupo de pelo menos 70 estudantes das escolas Silvio Xavier e Martin Egídio Damy, na Vila Brasilândia, zona norte da capital, realizaram um ato contra o fechamento das escolas e fecharam a Marginal Tietê, na altura do Ponte do Piqueri. “Havia um efetivo policial muito grande, além dos oficiais à paisana, que são muitos. Em um dado momento, eles começaram a forçar a saída dos estudantes e jogaram bombas de gás lacrimogêneo. Um PM arrastou um estudante, deu um soco em outro e um soco no meu braço”, conta a professora Flavia Bischain.

Militantes de movimentos que defendem a educação denunciam que começaram a chegar nas escolas ocupadas os chamados “provocadores”, supostos pais e diretores que criam confusão nos prédios, para justificar a entrada da polícia nas escolas. 


No colégio Maria José, na Bela Vista, zona central de São Paulo, após uma visita de Novaes, um grupo não identificado forçou a entrada na escola, arrombando os portões. A PM foi chamada e colaborou com a invasão ilegal, atacando os estudantes da ocupação com spray de pimenta, segundo relatos obtidos pela RBA. O presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (Umes), Marcos Kauê, foi imobilizado pela polícia. Assista ao vídeo aqui.

Em Guarulhos, a mãe de duas alunas da escola Alice Chuery, Maria Claudia Fernandes, denunciou que a diretora da instituição, aliada à direção da escola Frederico de Barros Botero, postou nas redes sociais mensagens que demonstravam uma articulação para organizar ações de desocupação nas escolas.

O governo Alckmin justificou o fechamento alegando que vai reunir apenas alunos do mesmo ciclo – fundamental 1 e 2 e médio – nas escolas e com isso melhorar a qualidade do ensino. Professores e estudantes temem que as mudanças levem à superlotação de salas, demissão de docentes e à redução de salários decorrente da redução de jornada. Além disso, a Apeoesp acredita que o número de escolas a serem fechadas será muito maior.

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Fonte: