Coluna Diamante

Extensão do Jornal Delfos-CE: http://jornaldelfos.blogspot.com.br/
O nome Diamante é por conta do primeiro livro impresso no mundo, o Diamante-Sutra, sem o qual não existiria a impressão como a conhecemos hoje em dia.

sábado, 31 de março de 2018

GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO


José Aroldo Gonzaga Arruda Filho 
Historiador Pós-Graduado em Gestão Escolar

É preciso quebrar com o padrão para que a escola não falhe mais em sua função principal, que é educar a todos; realidade que o capitalismo impede que mude, uma vez que por trás da escola estão entranhados interesses das classes dominantes em detrimento dos dominados.

A escola visa mudar a sociedade, mas para tanto, é preciso antes mudar ela mesma; entendendo a si mesma a si mesma não como detentora do conhecimento mas como um local de conteúdos curriculares programáticos para que as informações sejam usadas de forma a dar um bom direcionamento na vida do educando. Não apenas o professor que é um mediador, mas a própria escola o é.

O diretor, por sua vez, não pode ser um fim em si mesmo mas uma espécie de bússola de orientação, um gestor que usa a descentralização de poder para quebrar paradigmas e construir melhores modelos de educação, quebrando os engessamentos burocráticos para atingir tal objetivo.

É necessário humanizar mais do que usar o tecnicismo, ter uma visão de contato geral, e nada melhor para isso do que desenvolver o constante diálogo e em seguida transformar discursos em novas práticas de ensino-aprendizagem.

Os padrões antigos devem ser quebrados, inclusive na busca pela inclusão dos diferentes, a fim de eliminar preconceitos dentro do campo escolar.

transversalidade disciplinar também deve entrar em jogo; por exemplo, História acrescentando no currículo a história de Bimba enquanto na Educação Física os estudantes aprendem capoeira e a dançar e tocar samba nas aulas de Artes e em Geografia fazer visitas a museus, na Aritmética, na construção dos prédios e os cálculos de Pitágoras na escala harmônica musical.

A importância da gestão escolar democrática como princípio para a garantia da aprendizagem escolar se manifesta principalmente na promoção do constante diálogo em todos os setores da escola, de modo que a participação seja de todos os agentes com voz e liberdade para propor juntos inovações nos métodos e alterações nos projetos de modo que aja um esforço vivaz com empenho mútuo a fim de atingir uma meta em comum, que é melhorar a educação.

Um outro exemplo de inovação seria nas aulas de Informática ensinar os educandos a criar os próprios blogs e ensiná-los posteriormente a criar entre si uma rede de siteslinkando os blogs uns dos outros, a convidar os colegas a escrever nos blogs uns dos outros, e, para tanto, é preciso antes ensiná-los a criar os próprio e-mails.

Acima de tudo, seria importante promover intercâmbio cultural pelo menos com alguma escola vizinha com a criação de gincanas, grupo de teatro amador, jogos educativos ou inúmeras outras atividades culturais onde os educandos troquem experiências ou construam juntos novos conhecimentos que mais tarde serão úteis fora do espaço escolar.
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Trabalho de Pós-Graduação em Gestão Escolar no ano de 2016

quinta-feira, 29 de março de 2018

GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA COMPARADA COM A REALIDADE: GESTÕES ESTRATÉGICAS APLICADAS À GESTÃO ESCOLAR

GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA COMPARADA COM A REALIDADE: GESTÕES ESTRATÉGICAS APLICADAS À GESTÃO ESCOLAR

José Aroldo Gonzaga Arruda Filho 
Historiador Pós-Graduado em Gestão Escolar

Pra começar, nas escolas onde ensinei nunca vi grêmio escolar nem conselho. A verdade é que a escola nunca quis ver os pais dentro dela para que ninguém apontasse os erros e incompetências do sistema.

Tudo sempre foi feito no autoritarismo e na maioria das vezes nem mesmo o diretor tem moral com os estudantes e ainda tiram a moral dos professores, os professores são desunidos, desinteressados e boicotam os colegas.

A discriminação é muito grande também, inclusive na Escola Linha da Serra de Guaramiranga já fui hostilizado por ser ateu e em função disso recusar-me a rezar dentro do espaço escolar, o que aliás a Constituição proíbe, mas a lei no Brasil é descumprida.

Há uma preocupação muito grande com notas e muito pequena com o aprendizado. Muitos professores nem formados são, assim como existem também cargos superiores sem a devida formação. 

Democracia está sempre no discurso, mas a prática é "manda quem pode e obedece quem tem juízo". 

Na questão dos deficientes, inclusive na Escola Linha da Serra, uma das razões pelas quais saí foi porque me recusei a das uma nota fechada pré-estabelecida, no caso 6, simplesmente porque o sistema mandava; em vez disso, eu fiz com que estes estudantes fizessem cópias, e às vezes convenci seus colegas, geralmente os de nota mais alta, a ajudá-los e a me ajudar a cumprir essa tarefa que a meu ver os faria evoluir um pouco.

Simplesmente diziam "fulano e sicrano têm laudo" mas não explicavam qual a deficiência e também não existia uma orientadora porque foi demitida pela Secretaria de Educação municipal sob alegação de cobrar muito caro.

Existe um medo muito grande de ser chamado pela Secretaria, pois a maioria do que se vê não são professores que foram dar aula por vocação, por escolha, mas por não conseguirem ser outra coisa na vida ou não se julgarem aptos para ser outra coisa.

Tem professor por exemplo que dá de Matemática à História e que na sala passa tarefa e fica jogando no computador.

Sobre a elaboração de provas, os professores são desestimulados a criar, pega-se tudo feito da internet, desestimulados principalmente a pegar questões em que o estudante tenha que responder escrevendo, subjetiva, onde é preciso ter um mínimo de leitura. 

E depois todo mundo se espanta com o número de analfabetos funcionais no Brasil. Por que será?
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Trabalho de sala na Pós-Graduação em Gestão Escolar no ano de 2016

terça-feira, 27 de março de 2018

FASCISMO COM A COMPLACÊNCIA NACIONAL

Por: Aldo Fornazieri - Professor de Sociologia e Política (FESPSP).

O assassinato da vereadora Marielle Franco e os ataques à caravana de Lula pelo Sul do país não deixam dúvidas de que o Brasil vive um contexto político no qual há a presença de grupos fascistas organizados, violentos e que adotam táticas terroristas para se imporem. Não resta dúvida também que os eixos articuladores desses grupos terroristas são os apoiadores da candidatura de Bolsonaro, da candidatura de Flávio Rocha, de grupos de ruralistas, de movimentos como o MBL e o Vem pra Rua e que contam com apoio institucional em setores do Judiciário e em setores dos partidos políticos governistas e de parlamentares e até de senadores, como é o caso de Ana Amélia Lemos.

O mais grave de tudo isto é que estes grupos fascistas, violentos e terroristas contam com a complacência da grande imprensa, de partidos ditos de centro como o PSDB, da OAB, do governo Temer, das presidências da Câmara e do Senado, da presidência do STF e de alguns candidatos à presidência da República. Afinal de contas, não se ouviu nenhuma dessas vozes condenar a violência contra a caravana.

Cabe perguntar: onde estão os editoriais dos grandes jornais contra a violência que atingiu a caravana de Lula? Jornais que sempre foram ávidos a cobrar posições das esquerdas contra atos esporádicos de violência de militantes... Será mero acaso que os grandes jornais deram generosos espaços, no fim de semana, a generais golpistas, a exemplo do general Antônio Hamilton Martins Mourão?

Por que a OAB, a presidência da República, a presidência do STF, as presidências das Casas Legislativas, o Ministério da Justiça, o Ministério da Segurança Pública e o Ministério Público Federal não se pronunciaram até agora? Por que o "democrata" Fernando Henrique Cardoso silencia ante esses ataques fascistas? Por que os pré-candidatos Alckmin e Rodrigo Maia não emitem nenhuma palavra sobre essa violência política? Onde estão todos? Estão com medo? São coniventes? Ou são cúmplices? É preciso advertir esses emudecidas personagens acerca de que esse silêncio conivente de hoje poderá proporcionar que amanhã também se tornem vítimas dessa violência fascista.

O PT e os democratas precisam pressionar essas autoridades e esses representantes políticos para que se pronunciem sobre esta violência fascista. Ou eles se manifestam e adotam atitudes ou a história os cobrará amanhã acerca do seu covarde silêncio. Esses grupos e dirigentes políticos, na verdade, abrigaram o fascismo nascente no processo do golpe que derrubou a presidente Dilma. Desmoralizados, porque muitos deles se revelaram moralistas sem moral, envolvidos em graves casos de corrupção, se acovardaram e, agora, por falta de coragem, por covardia ou por cumplicidade se calam ante a escalada de violência fascista que poderá mergulhar o Brasil numa guerra civil.

Guerra civil sim, porque esses grupos fascistas e terroristas estão caminhando rapidamente para o paramilitarismo. Os defensores da democracia não podem assistir passivamente a escalada de violência desses grupos. Antes de tudo, precisam organizar a sua autodefesa porque, como foi visto em São Miguel do Oeste (SC), as polícias tendem a ser coniventes com esses grupos terroristas.

Em segundo lugar, é preciso cobrar do governador de Santa Catarina um esclarecimento acerca da passividade da polícia em face da violência desses grupos. Em terceiro lugar, é preciso levar a senadora Ana Amélia Lemos à Comissão de Ética do Senado por apoiar e estimular a violência política. Em quarto lugar, é preciso promover uma ampla campanha de esclarecimento da opinião pública acerca desses grupos violentos e criminosos. Em quinto lugar, como já sinalizou a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, é necessário fazer uma ampla denúncia internacional acerca da existência desses grupos fascistas e acerca da conivência das autoridades para com os mesmos. 

Por outro lado, já passou da hora de Lula, Ciro Gomes, Guilherme Boulos e Manuela D'Ávila se reunirem para divulgar um manifesto conjunto em defesa da democracia, da liberdade e da justiça e de condenação da violência política e social que graça pelo país. Se não é possível construir uma candidatura de unidade do campo progressista, os candidatos precisam mostrar uma unidade de propósito neste momento grave do país: a luta para defender a democracia que não temos.

  • Ação fascista: mentiras, violência e covardia

Esses grupos fascistas brasileiros, que proliferaram nos últimos anos, não fogem à tipologia clássica de ação dos movimentos totalitários já mapeada e descrita por vários estudiosos, notadamente por Hannah Arendt. Grupos e movimentos totalitários, quando ainda não estão no poder, se ocupam, fundamentalmente, da propaganda dirigida a pessoas externas aos mesmos visando convencê-las. A característica principal dessa propaganda é a mentira. O contemporâneo fake news foi largamente utilizado pelos nazistas e, em escala menor, pelos fascistas de Mussolini. Não há nenhuma novidade nisto. As mentiras monstruosas que esses movimentos propagam visam entreter o público para convencê-lo e para aliviar as pressões
  • críticas sobre si mesmos.

Aqui no Brasil, recentemente, viu-se como o MBL e outros grupos agiam no processo do golpe. Mentiam sobre a corrupção do governo Dilma enquanto se aliavam e apareciam em público com os maiores corruptos do país: Eduardo Cunha, Aécio Neves e outros. Aliás, Aécio e o PSDB patrocinaram esses grupos. Eles mesmos são integrados por corruptos e, geralmente, por indivíduos enredados em teias criminosas. E mentem de forma impiedosa e criminosa sobre Marielle quando esta não pode mais defender-se.

Se, externamente, esses grupos se dedicam a propaganda, internamente seu objeto é a doutrinação. Notem o que diz Arendt: "Se a propaganda é integrante da 'guerra psicológica', o terror é-lhes ainda mais inerente". Foi usado em larga escala pelos nazistas, que definiam o terror como "propaganda de força". Arendt adverte que ele aumentou progressivamente antes da tomada do poder por Hitler "porque nem a polícia e nem os tribunais processavam seriamente os criminosos da chamada Direita". Qualquer semelhança com o que temos hoje no Brasil não é mera coincidência.

Crimes contra indivíduos, ameaças e ações violentas contra adversários caracterizam a propaganda e o terror desses grupos. Tem-se aí o assassinato de Marielle e de outros líderes sociais e comunitários e a violência contra a caravana de Lula. Temos a violência verbal nas redes sociais que também é uma forma de propaganda. Não é possível subestimar esses atos, pois englobam elevado perigo num mundo anômico e num país com as instituições destruídas. Todos esses atos, essa violência, esse terrorismo, têm o mesmo pano de fundo: o crescimento do fascismo no Brasil.

Se a primeira característica desses grupos é a mentira, se a segunda é a violência, a terceira é a covardia. Geralmente praticam a violência contra vítimas indefesas. Veja-se a suprema covardia no assassinato da Marielle. A covardia da tocaia na execução de líderes sem-terra, líderes indígenas e militantes ambientalistas. Os agroboys covardes que atacaram a caravana de Lula agrediram mulheres, inclusive uma mulher que está em tratamento de câncer e que estava com seu filho de dez anos. São esses covardes que a igualmente covarde senadora Ana Amélia Lemos exalta. É preciso detê-los. Detê-los com a militância nas ruas, a exemplo dos atos de protesto contra a execução de Marielle, a exemplo dos professores paulistanos e exemplo de tantos enfrentamentos pelo Brasil. Detê-los com as candidaturas de Ciro, de Boulos e de Manuela. E é preciso detê-los com a candidatura de Lula até o fim.

Fonte:

domingo, 25 de março de 2018

ASSESSORAMENTO PSICOPEDAGÓGICO (FICHAMENTO)

 (FICHAMENTO)
José Aroldo Gonzaga Arruda Filho
Pós-Graduado em Gestão Escolar

O termo psicopedagogia apresenta-se, hoje como uma característica especial. Quanto mais tentamos elucidá-lo, menos claro ele nos parece. À primeira vista, o termo sugere tratar-se de uma aplicação da Psicologia à Pedagogia, porém tal definição não reflete o significado que esse termo assume em razão do seu nascimento (PORTO, 2009).

Assim, o termo já foi inventado e assinala de forma simples e direta uma das mais profundas e importantes razões de produção de um conhecimento científico, a Psicopedagogia, que nasceu da necessidade de uma melhor compreensão do processo de aprendizagem, não se basta como aplicação da Psicologia experimental à Pedagogia. (...) sendo assim, pode-se defini-lo como aplicação da psicologia experimental à pedagogia. (MACEDO apud BOSSA, 200, P.17)

A Psicopedagogia, (...) recorre à Psicologia, Psicanálise, Linguística, Fonoaudiologia, Medicina, Pedagogia (PORTO, 2009).(...)

A Psicopedagogia inicialmente foi utilizada como adjetivo, indicando uma forma de atuação que apontava a inevitável interseção dos campos do conhecimento da Psicologia e da Pedagogia (PORTO, 2009). (...) alguns autores, principalmente pertencentes ao campo pedagógico, no final da década de 70 e início dos anos 80 no Brasil, chamaram de "atitude psicopedagógica" o que em verdade era um "psicologismo radical". Por isso, tratavam de denunciar a formação dos professores por eles cognominada de psicopedagogia (BOSSA, 2000).

Historicamente, a Psicopedagogia surgiu na fronteira entre a Pedagogia e a Psicologia, a partir das necessidades de atendimento de crianças com "distúrbios de aprendizagem", consideradas inaptas dentro do sistema educacional convencional. (...) No momento atual, à luz de pesquisas psicopedagógicas que vêm se desenvolvendo, inclusive no nosso meio, e de contribuições da área da psicopedagogia busca-se uma compreensão mais integrada do fenômeno da aprendizagem e uma atuação de natureza ,mais preventiva, (KIGUEL apud BOSSA, 2000, P.18.) (...) há um certo consenso quanto ao fato de que ela deve ocupar-se em estudar a aprendizagem humana (...) como se aprende, como essa aprendizagem varia evolutivamente e está condicionada por vários fatores como se produzem as alterações na aprendizagem, como reconhecê-las, tratá-las e preveni-las (PORTO, 2009.)

A demanda por avaliação psicopedagógica

O assessoramento psicopedagógico nas escolas baseia-se, em toda medida, em responder a demandas. Um docente, uma equipe educacional, um diretor, etc., formulam uma demanda, que gera um processo no qual o assessor terá um papel relevante. a demanda refere-se a problemas que precisam ser resolvidos, situações suscetíveis de modificar, temas que devem ser trabalhados ou conflitos a soluciona (BONALS; GONZÁLES, 2008).

Pode-se entender como momento inicial de um processo através do qual refletimos, no mínimo, sobre quem a formula, quem a recebe, o contexto em que ocorre e o conteúdo de que se trata.

Entre a emissão da demanda e o planejamento da resposta deve haver um processo que ofereça uma resposta sobre o porquê desta, das necessidades ou dos interesses do demandante e das consequências das possíveis respostas. Uma resposta que pulasse essa etapa correria o risco de não se adequar às necessidades de quem a faz (BONAL; CONZÁLES, 2088). Sem a análise prévia, a intervenção assessora em muitas ocasiões pode ser equivocada (...) De maneira geral, na demanda e na resposta assessora, poderíamos enfatiza o seguinte; 

A pergunta pelos processos de ensino-aprendizagem da classe; 
A análise da sequência didática em sala de aula; 
A flexibilização do currículo; 
A apropriação por parte das escolas de um modelo inclusivo de ensino; 
Os processos de mudança metodológica das escolas; 
A facilitação dos procedimentos de ajuste à diversidade dos alunos em geral; 
A disponibilização de contextos educacionais mais saudáveis para todos 
A análise da organização e do funcionamento das escolas, etc.; 
A demanda das escolas aos assessores. 

Nossas maiores contribuições a partir da psicopedagogia poderiam ser orientadas prioritariamente nessas direções (BONALS; GONZÁLES, 2008).(...)

Qual a responsabilidade de cada um de nós? Pode-se assinalar que o aluno não está bem, ou que o que não está bem é a adequação do ensino-aprendizagem, concretizada em um aluno, ou o trabalho com a turma, ou a cultura da escola. do mesmo modo, para responder às necessidades educacionais de um aluno, podemos também assinalar ou a relação entre o que se ensina e o que se aprende, ou a existente entre docente e aluno, ou a metodologia utilizada, ou a participação dos alunos ou das famílias.

Em, todo caso, o assessoramento aos alunos com necessidades específicas foi uma das vias de entrada nas contribuições psicopedagógicas à educação. Entre outras razões, porque essa é uma das funções que nos são atribuídas, embora não seja a única. (...)

Vamos dedicar atenção às demandas referente a casos de alunos, entendendo-as em um contexto global, ou seja, considerando os diferentes fatores que entram em jogo, demarcando o tema em uma sequência organizada em três grandes itens:

1. Enunciado e escuta da demanda.
2. Análise da demanda.
3. Reformulação conjunta da demanda e planejamento da resposta.

O enunciado e a escuta da demanda

(...) A demanda surge de um desejo, de uma necessidade, de um interesse de melhorar uma situação na qual se identificam carências de natureza diversa e que se prevê como potencialmente passível de melhora.

A demanda pode vir diretamente dos professores, das famílias, dos próprios alunos ou de um profissional envolvido direta ou indiretamente no caso. Independentemente de quem a formule, em cada situação é preciso ter presentes as pessoas envolvidas e aquelas que devem estar informadas (BONALS; GONZÁLES, 2008).

O encargo, ao contrário, entendemos como uma prescrição concreta que nos é feita pela própria administração e que temos de assumir pelas funções estabelecidas.

O encargo não responde a uma necessidade sentida pelos docentes, pelos pais ou pelos alunos, mas sim a um interesse da Secretaria de Educação, que passa por quantificar dados, prestar contas ou planejar recursos.

Este não reúne os requisitos da demanda, nem se enquadra em relações de colaboração, nem surge de uma necessidade sentida pelos profissionais, com a finalidade de resolver uma situação vivida de modo problemático. Nos encargos. quem faz a demanda situa o assessor no lugar do encarregado de um determinado trabalho. (...) 

Como afirma Leal (2002, p. 22-24 apud BONALS; GONZÁLES, 2008), as instituições estão cada vez mais formalizadas, e as escolas são um exemplo disso: "correm o risco de substituir a expressão de desejo por normas que exigem o cumprimento de uma função". Assim, a demanda não surge com base em uma necessidade sentida, mas pela exigência, na qual atual "como se" isso fosse assessoramento, quando na verdade o que se faz não implica uma resposta a um verdadeiro desejo compartilhado entre o assessor e o assessorado, elemento pessoal e de um grupo indispensável na função de assessoramento (...)

Condições necessárias na enunciação e na escuta da demanda

Para atender adequadamente a uma demanda, é preciso levar em conta uma série de condições que facilitam sua comunicação. entre elas, Podemos citar as que se referem às coordenadas espaço-temporais, as que definem uma relação adequada entre quem apresenta e quem recebe a demanda, das expectativas corretas por parte de quem faz a demanda, bem como o suficiente interesse, a disponibilidade e as condições emocionais apropriadas de ambas as partes, sem esquecermos a formação dos profissionais envolvidos na demanda. Tanto o enunciado das demandas quanto sua escuta são suscetíveis de aprendizagem.

Nesse sentido, a formação no tema pode ser uma boa contribuição (BONALS; GONZÁLES, 2008).

Condições de tempo e lugar

(...) O interesse e a disponibilidade do demandante e do receptor condicionam profundamente todo o processo. quem emite a demanda sobre um caso pode estar muito interessado em pôr as condições a serviço do aluno, assim como muito disposto a fazer o que for preciso, ou a demanda pode ser uma forma de delegação para que outro se ocupem do aluno. em algumas ocasiões, observamos que o demandante pode não saber que deve se dispor a realizar alguma ação e talvez imagine que a intervenção sobre o aluno é responsabilidade de outro profissional. É muito comum que o demandante esteja disposto a fazer, mas não sabe ou não pode... ou quer, pode e sabe. O demandante às vezes não está disposto a realizar, mas não pode admitir, ou está disposto a participar, mas muito pouco.

O receptor deve levar em conta a disponibilidade do demandante e os conhecimentos de que necessita para respondê-lo.

todas essas situações condicionam não apenas a primeira recepção da demanda, mas também todo o processo que se segue e os resultados obtidos (...)

Seu receptor, obviamente, nunca é neutro; sua escuta será essencial para o processo posterior. A escuta atenta deve permitir que se mostre aquilo que aparece no discurso do demandante. Esta leva em conta o que se diz e o que não se diz; foca o entendimento do que se pede, para além do modo como o demandante formula o pedido (BONALS; GONZÁLES, 2008)

Por isso, é recomendável que o receptor minimize as ações burocráticas que por vezes se interpõem à demanda, como, por exemplo, "Faça a demanda por escrito", "Preencha este formulário". convém evitar interrogatórios. Ao contrário, é preciso atender a tudo que o demandante transmite. a demanda não independe da pessoa que escuta; é um constructo, modulado pelo tupo de receptividade de quem a percebe. (...)

Teremos de avaliar previamente como e a quem oferecer a informação pertinente, com que finalidade e em que momento, para situá-lo em seu contexto (BONALS; GONZÁLES, 2008).

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Entregue como trabalho na pós-graduação em Gestão escolar, serve como leitura para estudo.

domingo, 11 de março de 2018

CAVERNA DO DRAGÃO TERÁ NOVA ADAPTAÇÃO EM FILME EM 2021

CAVERNA DO DRAGÃO TERÁ NOVA ADAPTAÇÃO EM FILME EM 2021


Segundo site Omega Underground, Paramount Pictures, a nova adaptação de "Caverna do Dragão" ("Dungeons & Dragons") em filme terá estreia em julho de 2021 com provável direção de Chris McKay, produção de Roy Lee e participação de Vin Diesel.



O RPG já teve um filme (ano 2000) que foi fracasso de crítica e público.



Ateu Poeta
11/03/2018


Anexo: 

Fonte:



sábado, 10 de março de 2018

O BLOG COMO FERRAMENTA DE MELHORIA NA EDUCAÇÃO

O BLOG COMO FERRAMENTA DE MELHORIA NA EDUCAÇÃO

Como melhorar a imagem da educação no Brasil sem propostas para a melhoria do próprio ensino? É preciso criações de propostas para a melhoria do próprio ensino. Então, a proposta da vez será o uso da tecnologia em sala de aula de modo a fazer sentido para a vida extraescolar do educando.

E não há como se lançar de fato uma proposta efetiva sem destrinchá-la. Portanto, esta proposta será explicada detalhadamente nos parágrafos que se seguirem. 

Blogs, sites, e-mails, msns, jogos eletrônicos, clipes, filmes, jornais on-line, câmeras digitais, fóruns virtuais e sites de relacionamentos são ferramentas do avanço tecnológico que tendem a se aprimorar cada vez mais e podem ser usadas como mecanismo de incremento para a melhoria do ensino.

Cabe ao professor e à gestão escolar se adaptarem a essa tendência tecnológica mundial que quebra tabus e derruba preconceitos, como o uso de quadrinhos em sala de aula que de uns tempos pra cá vem sendo adotado de forma interdisciplinar, embora visto com maus olhos por alguns de pensamento mais arcaico.

Muitos têm medo da tecnologia como se ela mordesse e por isso resistem a ela, enxergando a escola como um local de duro trabalho intelectual sem diversão ou ligação com a realidade, como se no prédio escola a educação reinasse desvinculada do mundo, mergulhando, assim, numa mentalidade arcaica, com saudades daquela escola que aplicava a palmatória, onde o estudante era obrigado a decorar, mais do que hoje em dia, milhares de informações inúteis, que outrora talvez servisse para algum concurso, quando muito e que hoje serve para o vestibular.

O vestibular em si é a maior prova de como a escola pode ser inútil em vários aspectos da vida do estudante e acaba não prestando o serviço a que se propõe, uma vez que são cobradas informações inúteis para o mercado de trabalho e mesmo para o dia a dia. Cada vez mais surgem cursinhos como um meio de mover mais ainda essa indústria do vestibular; o grande pesadelo de muitos jovens.

Não são só as grandes reformas educacionais que melhoram a educação. Quando o professor se empenha para absorver outros conhecimentos, adaptando-se ao que está ao seu redor e recria o modo de lecionar em função dos novos aprendizados, ele torna a escola um local de conhecimento, ao invés de um mero local de informações. 

Acontece que tem muito profissional que não se aprimora por falta de competência pedagógica ou simplesmente por falta de compromisso, pois nem todos que se prestam a encarar uma sala de aula estão ali por acreditar no que fazem como uma maneira de melhorar a sociedades em que estão inseridos e sim para terem um emprego; seja por falta de condições de acesso a outros cursos acadêmicos, quando estes fazem algum, pois muitos assumem o magistério sem nunca frequentar bancos universitários, ou seja por que não conseguem empregos melhores.

Se estes não aprenderem a gostar de seu ofício estarão fadados a deixar em atraso os educandos, tantos quando passarem por suas mãos. Apesar de agentes da educação incompetentes e inabilitados, surgem novas propostas que dão resultado visível, como experiências relatadas na “TV Escola”, nos programas “Salto para o futuro” e “Sala de professores”, que mostram experiências de educadores que melhoraram o rendimento escolar a partir da criação de blogs comunitários; no caso específico aqui, na disciplina de Inglês, em que os estudantes entravam em contato com outros blogueiros de Estados distintos, alguns deles professores, e trocavam conhecimentos. 

Os blogs também são usados no Rio de Janeiro como um meio de aprender francês com ajuda do programa “Br@nchè” da “TV Escola, pois o Brasil promove um programa anual de intercâmbio-cultural com a França, chamado de “Ano do Brasil na França” no primeiro semestre e “Ano da França no Brasil”, no segundo.

No evento acontecem estudos de costumes para maior aproximação do dois países por intermédio da escola. Para falarmos de como utilizar a tecnologia como auxiliar da educação expressa em sala de aula um texto apenas não será o suficiente, por este motivo, nos prenderemos aqui à utilização do blog como um aspecto de incremento da escola que pode muito bem virar instrumento de trabalho quando o estudante entrar para o mercado como um profissional numa área que exija, além do crescimento pessoal que causa mexer com essa tecnologia fácil, barata e de repercussão planetária. Por que criar um blog na escola, isso é mesmo importante?

No que ajuda ao estudante esse aprendizado? E no que ajuda ao professor mexer com esse tipo de tecnologia? Para começo de conversa, a Web, como é chamado a navegação na internet, é uma das maiores revoluções a nível de apreensão de conteúdo desde a criação da biblioteca da Babilônia. Podemos nos orgulhar de estarmos bem mais próximos de criar uma “Enciclopédia”, a obra pretensa dos iluministas, do que em qualquer outra época da História.

O sonho de juntar todo o conhecimento do mundo em um só lugar já não é mais um sonho apenas, virou realidade, ou pelo menos, uma coisa bem mais viável com os utensílios tecnológicos de hoje em dia.

Existe uma enciclopédia virtual chamada “Wikipédia”, que tem, na Web, a mesma proporção de erros e acertos de uma enciclopédia impressa, com o diferencial da constante atualização.

Criar blogs pode ser o primeiro contato do educando com a Web ou mesmo com o computador. Uma vantagem a médio prazo é que ele aprenderá a digitar, pois muitos não podem frequentar um curso de computação, ficando um pouco mais apto para o mercado de trabalho.

Para tanto, é preciso criar uma conta no provedor, que, por sua vez, pede uma conta de e-mail. Lembremos que, com a exclusão digital, que os administradores chamam de “apartheid-digital”, muitos dos seus educandos não terão e-mails; então, ensine-os a criar! Como criar um blog? Primeiro procure um bom provedor em que a postagem de textos, vídeos e imagens seja fácil de mudar, mas não se preocupe que o próprio Google virou provedor de blogs e sites pequenos e gratuitos em que pode ser usado o mesmo login, ou perfil, do “Orkut”. Basta logar-se no próprio Google e depois ir em “Mais” na barra de tarefas, em seguida vá em “Muito mais”, a seguir, dê um clique em “Blogger”. Feito isso, haverá a opção “criar um novo blog”, que terá o link, ou endereço na Web, internet: http//:www.onomeescolhido.blogspot.com

Pronto, está criado. É só postar em “Nova postagem”, depois de escolhida a cor do blog. Mais o que é um blog mesmo?

Blog é um pequeno site pessoal que pode ser usado por você para postar fotos, textos e vídeos que poderão ser vistos por internautas no mundo inteiro, assim haja computador com internet.

Atualmente, os jornalistas dos EUA estão usando muito o blog para criar matérias a ser impressas no dia seguinte e até como jornal virtual, porque com essa última crise econômica, muitos jornais faliram e abandonaram sua versão impressa para virarem apenas on-line, pelas equipes de redação desempregadas na esperança de uma possível volta do antigo emprego.

No Brasil, muitos jornais como o “Folha de São Paulo”, “Diário do Nordeste” e “O Povo” coexistem no impresso e virtual, assim como é o caso de alguns jornais comunitários feito o “Folha do Norte” de Minas Gerais e o “Jornal Delfos” de Pacoti-Ceará.

Atualmente, como o Jornal Delfos noticiou, alguns blogs brasileiros foram premiados internacionalmente como melhores blogs da América Latina, dentre os autores se encontram uma jornalista e um publicitário. Além de aprender a pesquisar na Web, digitar e poder interagir com blogueiros do mundo todo, o blogueiro ainda pode ser premiado se mostrar uma boa proposta e aprende a lidar com uma ferramenta de baixo custo e alta repercussão que pode ajudá-lo profissionalmente, caso venha a ser jornalista, escritor, publicitário, marketeiro, vendedor ou professor, pois criar e alimentar blogs é uma competência que será cobrada pelo mercado de trabalho, sendo, desta forma, um modo de tornar a educação escolar um pouco mais prática e útil para a vida do educando.

blog ainda pode ser usado para mostrar o complemento da disciplina que não deu tempo ser visto em sala de aula e para tirar dúvidas dos estudantes através de comentários na página ou recebida diretamente em seu e-mail através do perfil que você utilizou para criá-lo.

Você ainda pode mostrar links de sites e blogs que desejar direcionados diretamente através de seu blog no item “acrescentar um Gadgets” e se gostarem do seu blog, ele terá seguidores. Você ainda pode anexar um contador pra ter noção de quantas vezes a página foi visitada.

Uma dica simples para tornar seu blog visivelmente mais agradável é postar uma imagem para cada texto, pois isso chama a atenção da garotada de hoje que está acostumada a ver muita imagem na “TV”.

Inovar tecnologicamente no ensino-aprendizagem vale á pena por que dá resultado a curto, médio e longo prazo, ajudando a não apenas valorizar como a criar conhecimentos que se tornarão habilidades extraescolares, o que servirá para o melhor ingresso do estudante no mercado de trabalho, atendendo ao mesmo tempo a uma exigência dessa última LDB, Lei 9.394/96, e que não está sendo cumprida por muitos na educação, que é a valorização das habilidades extraescolares. 

Afinal de contas, a educação escolar não existe como um ato de ensinar apenas conhecimentos e valores da escola para a escola e para o vestibular e sim para criar cidadão que terão melhores chances de se manter NA VIDA REAL.


Por trás da muralha escolar existe um grande mercado cruel que exige novas habilidades, e saber lidar com tecnologia é a principal exigência na maior parte dos setores e nas atividades empregatícias que outrora não existiam. Criar um blog em sala de aula pode ser o primeiro passo para que os educandos de hoje aprendam a caminhar por conta própriacom passos longos e firmes para a vida dentro e fora da escola e da universidade.

Aroldo Historiador
Pós-Graduado em Gestão Escolar
10/03/2018

Artigo apresentado originalmente como trabalho faculdade de Licenciatura Plena em História em 2010 na disciplina "Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio", aprimorado e publicado no blog AJAS- Aliança dos Jovens Artistas em 2011, re-aprimorado e apresentado como trabalho na pós-graduação em Gestão Escolar em 2016 na disciplina de "Marketings Educacionais" sob o tema "Proposta para melhorar a imagem do ensino no Brasil" e readaptado para o blog Coluna Diamante em 2018.

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