quarta-feira, 23 de maio de 2018

VIVER OU NÃO VIVER? A DESUMANIZAÇÃO FEITA PELO CAPITAL

VIVER OU NÃO VIVER?
A DESUMANIZAÇÃO FEITA PELO CAPITAL

Passar pela vida sem tê-la percebido? Eis aí a rotina de milhões de trabalhadores. O proletariado que, estando preso ao Sistema e fazendo parte de todas essas engrenagens, não vive, apenas sobrevive; não existe, subsiste; precisa garantir os recursos básicos para sobrevivência e para eles não é ofertado "o privilégio "da arte, do teatro, cinema, do museu, viagens; não lhes é ofertado o direito ao pensar e questionar.

Existem escolas ou modelos escolares de acordo com às classes sociais, são adaptadas à elas. Por exemplo: a escola do filho do proletário, nada mais é que uma antessala para o chão de fábrica: com suas sirenes, sua padronização, a castração das peculiaridades e criatividades, sua forma de avaliar e ensinar, seus uniformes, enfim. ..

Formam trabalhadores muito bem capacitados à operar máquinas e apertar botões mas, incapazes de fazer uma introspecção, uma reflexão, e questionar o mundo ao seu redor - deles foi extraído o senso crítico, não formam pensadores, mas sim operários.

E outros tantos milhões rastejam pela terra com fome; estes, apenas, como animais, só se lembram ou têm em si os instintos primitivos de sobrevivência: o medo, a sede, a fome, o frio, a procura por abrigo e o instinto de preservação e procriação da espécie.

Olhando para o mundo como um todo, em tempos de globalização, em tempos de ONU e direitos humanos, ainda estamos muito, mas muito, distantes de sermos vistos como civilização. Existe a ideia de civilização quando olhamos para países como a França ou países nórdicos e sob outra ótica, a civilização do Capital engendrado ou tendo sua manutenção feita graças às guerras, à rapina, aos saques, às infiltrações feitas por potências em países de terceiro mundo em ascensão com objetivos de desestabilizar a política, economia e a democracia impedindo assim seu progresso e possibilitando a usurpação do poder e de seus recursos naturais. Isso não é ser civilizado, isto é barbárie pura como nos tempos dos Vikings ou piratas.

Será que para termos um pequeno vislumbre de civilização, tenhamos que recorrer à ficção de filmes da Marvel e tomarmos como exemplo de modelo de gestão o país africano fictício de Wakanda, reino do Pantera Negra?

Jorge Azevedo
23/05/2018

sábado, 12 de maio de 2018

JOVEM GRÁVIDA É FERIDA COM TIRO NO PEITO EM ARACAJU-SERGIPE

JOVEM GRÁVIDA É FERIDA COM TIRO NO PEITO EM ARACAJU-SERGIPE

Nathanelly dos Santos (22 anos, militante do MTST) foi atingida por um tiro no peito em Aracaju-Sergipe neste 11/05/2018. Ela está grávida, a bala foi retirada e a médicos disseram que "foi sorte ela estar viva", segundo o site UOL. 

Segundo o vídeo na Mídia Ninja, outra pessoa teria sido atingida também na mesma ocasião.

Segundo Guilherme Boulos, a guarda municipal teria dado 4 disparos, dos quais um deles atingira Nathanelly, como consta em seu perfil do Twitter, postado no site do Diário do Centro do Mundo.

Poeta da Democracia
12/05/2018
Vídeo de Sérgio Farias

Fontes:



sexta-feira, 4 de maio de 2018

O OVO DA SERPENTE

O OVO DA SERPENTE

O antipetismo que foi instigado, fustigado pela Globo, revista Veja, Isto É e enfim; a grande imprensa e mídia formadora de opinião e movimentos tais como: MBL e Vem Pra Rua ou Revoltados Online - nada legítimos, diga-se de passagem, financiados por partidos e corporações tais como FIESP e grupos internacionais - fomentaram o ódio em nossa sociedade, chocaram o ovo da serpente em nosso meio e ele eclodido.

Hoje o antipetismo ganhou ares de antissemitismo nos moldes da Segunda Guerra e nasceu através dos mesmos métodos implantados na Alemanha nazista das décadas de 30 e 40: através da propaganda, explorando os meios de comunicação de massa, criando um falso sentimento de legitimidade, de patriotismo, nacionalismo exacerbado, mas - aqui no Brasil existe um diferencial: na Alemanha nazista Hitler fez uso do discurso dualista e criou um mal a ser combatido, extirpado da sociedade alemã e este mal foi personificado nos judeus - no Brasil foi empregado o mesmo método, igualzinho, com um diferencial: aqui os que se dizem patriotas são na verdade antinacionalistas porque a personificação do mal recaiu sobre legítimos brasileiros: o proletariado, o retirante nordestino, o negro, os índios, as mulheres livres, os periféricos; enfim... isto em hipótese alguma pode-se caracterizar como nacionalismo, quando batem continência para a bandeira americana e negam-se a libertarem-se dos grilhões dos yankees e ter uma economia independente e não voltar a ser quintal dos EUA. Enfim, não é patriotismo e não é nacionalismo, mas é uma espécie de neofascismo crescente nas Américas e Europa também.


No Brasil, a bola da vez é o antipetismo, o ódio cego internalizado no inconsciente coletivo pelas oligarquias que se viram ameaçadas e arquitetaram toda essa agenda de retrocessos e colou o povo contra o povo. 

Eu acho isso inédito na História, ou não; é o ovo da serpente anticomunista chocado pelos EUA durante a Guerra Fria que ainda ecoa por aqui. É a contra-revolução deles, penso eu. Posso estar errado...

Jorge Azevedo
05/05/2018